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quarta-feira, 17 de setembro de 2008

ODEBRECHT EXPULSA DO EQUADOR POR CORRUPÇÃO E POR FAZER OBRAS COM UM TERÇO DA CAPACIDADE E O TRIPLO DO CUSTO; AGORA CONSTRUIRÁ HID.RIO MADEIRA E XINGÚ.

Divulgação
Usina de San Francisco é a primeira no mundo totalmente subterrânea





APÓS BLOQUEIO DE BENS,


CORREA EXPULSA A ODEBRECHT DO EQUADOR


Presidente acusa construtora brasileira de falhas na construção da segunda maior hidrelétrica do país

Agências internacionais

QUITO - A ordem do governo equatoriano para que o Estado assuma os bens da construtora brasileira Odebrecht no país implica na expulsão da empresa do país, declarou o ministro de Setores Estratégicos, Derlis Palacios.

"Sim, é uma expulsão", afirmou ele ao ser perguntado sobre a medida do presidente Rafael Correa. A empresa é acusada pelo governo de ter cometido falhas na construção de uma usina hidrelétrica.

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Correa ordenou nesta terça-feira, 23, a militarização imediata das obras que estão sob responsabilidade da Odebrecht, entre elas uma outra hidrelétrica, uma rodovia e um aeroporto. Os funcionários da empresa também foram proibidos de sair do país.

O governo exigia que a empresa assumisse o pagamento das indenizações pela paralisação da hidrelétrica de San Francisco, de 230 megawatts de potência, além da devolução de um prêmio dado à empresa pela entrega antecipada do projeto.

Segundo Correa, a Odebrecht, que tem um longo histórico de construções no país, é investigada no Equador por corrupção. Ele declarou que algumas obras eram concluídas com "um terço de capacidade e o triplo de custo."

San Francisco é a primeira usina no mundo totalmente subterrânea, programada para responder por 12% da energia hidrelétrica do país. Está localizada ao lado do vulcão Tungurahua, a 220 km de Quito, e usa águas do Rio Pastaza.

Segunda maior hidrelétrica do país, a usina custou mais de US$ 338 milhões e somente os reparos estão orçados em aproximadamente US$ 12 milhões, segundo o Conselho Nacional de Eletricidade do Equador (Conelec).

Desde 6 de junho a usina vem apresentando falhas técnicas que a obrigaram a interromper a geração, colocando em risco o abastecimento de energia do país andino. A companhia brasileira está no Equador há 20 anos e possuía outras 4 obras em andamento, onde empregava 3 mil trabalhadores.

Em nota divulgada nesta terça, a Odebrecht afirma que o consórcio do qual participa naquele país "continua com seu compromisso" de normalizar a operação da hidrelétrica San Francisco "o mais breve possível". Segundo a empresa, a proposta feita pelo consórcio Odebrecht-Alstom-Va Tech foi "altamente positiva" para o governo equatoriano e "resguarda possíveis perdas da Hidropastaza", proprietária da hidrelétrica.Entre outros pontos, a Odebrecht afirma que uma proposta de acordo feita pelo consórcio envolve "depósito em conta de uma garantia de US$ 43 milhões e contratação de auditoria internacional independente" para determinar as responsabilidades das partes envolvidas.


NOTA MINHA:

A Odebrecht, segundo os fatos cometeu falhas graves na execução dos projetos da Hidrelétrica de San Francisco, chegando ao descaramento de declarar que "as sua obras eram concluidas com um terço da capacidade e o triplo de custo"; e está sendo investigada por corrupção.

E o que nós temos com isso?

Muito! Temos muito com isso, já que a Odebrescht, faz parte do grande consórcio formado para as contruções das Hidrelétricas de Santo Antonio e de Jirau no rio Madeira e de Belo monte, no rio Xingú.

Parece que o Governo Federal escolheu a(s) empresa(s) certa(s): escolheu exatamente aquela(s) capaz(es) de construir com um terço, mas com o triplo nos custos, e que tem um respeitavel "nohow" em corrupção.

Além da nebulosa sobre as eclusas ainda tem tudo isso. Viva o PAC.

Um comentário:

Anônimo disse...

Bom, primeiramente, a verdade não tem dono, mas considerando que a Odebrecht é um Grupo Empresarial com a cultura brasileira e que, portanto, dispensa comentários, é de ressaltar que onde há fumaça pode haver fogo e também que profissionalismo com responsabilidade só existe com os profissionais de visão e mentalidade longínquos, por exemplo, o que não é o caso de certos profissionais envolvidos no empreendimento Bonnaire Business.
Eber Resende